Curva de crescimento

Eita… o meu “desabafo” ontem no stories tendeu assunto por direct! 😂 Então mamães: bóra entender melhor a curva dos bebês?

 Ainda se dissemina (inclusive por alguns pediatras) que o normal e desejado é a criança estar na curva verde.

Mas afinal que raios de curva é essa? 🤔

 Essa curva utilizada nas consultas (geralmente se utilizam as curvas da OMS) considera um número X de crianças.
Por exemplo: temos 100 crianças saudáveis da mesma idade: aí os pesquisadores fazem a aferição de peso e altura dessas 100 crianças e distribuem assim, num gráfico de normalidade.

Vamos exemplificar com o peso. Se a criança está “no verde” (p50) significa que ela está no peso médio que as crianças estudadas tinham. Se ela está no p3, nesse exemplo, significa que há 2 crianças mais magras que ela e 97 mais pesadas. Se ela está no p97 o contrário: 2 crianças com mais peso e o restante com menos peso.

Estar longe da curva verde não significa muita coisa. Não significa que a criança está doente! Não deve ser essa a forma de avaliar saúde da criança!

O principal é observar se (de modo geral) a curva vai crescendo, ou seja, se a criança vai aumentando o peso e – principalmente! – a altura, mesmo que no ritmo dela.
E mais importante ainda: a criança está saudável? Ativa? Com o desenvolvimento dentro do esperado? 👍 Perfeito então!

Se o seu pediatra é “neura” demais com o peso, sugerindo com muita facilidade a inclusão de fórmula ou de “porcarias” na alimentação: troque de pediatra! 🙈

Um profissional tranquilizador, empático e que avalie realmente o que pode estar acontecendo (se realmente houver uma alteração) através de conversa e exames se necessário – faz toda a diferença na sua tranquilidade e mesmo na manutenção de amamentação por período prolongado e por uma introdução alimentar saudável e respeitosa!
Nesse sentido um nutricionista infantil também é SUPER indicado!

Por aqui já me preocupei bastante com uma bebê sempre magrinha e comprida… mas sempre saudável e “subindo” nas curvas. A pediatra tranquilizadora ajudou bastante naquele começo de mãe de primeira viagem em que tudo é motivo pra preocupação! 🙈😂

E por aí? Também teve/tem preocupação com as curvas?

Álcool na Amamentação

Tema polêmico à vista! Vamos falar de evidências e não de achismos? Afinal, pode álcool na amamentação?

De acordo com o Dr Carlos Gonzáles (pediatra que é uma das maiores autoridades em Amamentação), após o consumo de álcool, a mulher terá uma quantidade similar de álcool presente no sangue também no leite materno. Certo? Até porque é através do sangue que o álcool chega no leite materno.

No Brasil uma bebida é considerada não alcoólica quando possui menos de 0,5% de álcool.

Uma mãe que bebe 60ml de vodka (que tem 40% de álcool) terá um nível de álcool no sangue de cerca de 0,02%!
Isso falando de vodka. Uma cerveja tem cerca de 6% e o vinho cerca de 12% de álcool.

Portanto, uma mãe bebendo com moderação terá uma concentração de álcool no sangue e no leite de cerca de 0,05%: ainda bem abaixo do 0,5% da bebida não alcoólica!

Isso significa que quem amamenta pode beber como se não houvesse amanhã?

Não! Significa que uma mãe que amamenta pode, quando desejar, beber com moderação uma cerveja, um vinho ou um drink.

Ainda assim a recomendação é de aguardar o bebê completar pelo menos 3 meses de vida. E, se possível, aproveitar para beber um drink após a mamada, tentando dar algum intervalo (novamente: se possível!).

Sem peso na consciência. Sem preocupação se vai fazer mal para o bebê. Sem precisar abdicar de mais alguma coisa para ser mãe e amamentar. Com informação!

Quanto ao excesso: nesse caso, cuidado! Pode reduzir a produção e ejeção do leite materno.

Moderação é a palavra chave. Ok?

PS: marca uma mãe que amamenta. Informação é poder! 😉😘

Amamentação: minha experiência!

Hoje vim falar sobre amamentação. Mais precisamente sobre a minha experiência.

Quando eu estava grávida tinha mais medo de não conseguir amamentar do que do parto normal.
Ainda lembro de um sonho que tive na gestação: eu paria em pé, sozinha, na maior facilidade (ok… realidade não foi tão fácil. 😂 Mas deu certo!) e em seguida colocava a minha filha no peito e ela não pegava o peito! Ela não sabia como pegar e eu não sabia como ensinar.

E não é que a realidade foi bem parecida? Infelizmente! Minha filha tinha muita dificuldade em abocanhar o seio! A boca escorregava. Ela chorava. Eu chorava.
Acabei usando bico de silicone por uns 4 meses (devidamente orientada para tal), quando então conseguimos dar adeus para aquele plástico que não nos pertencia (mas que foi importantíssimo por um bom tempo) e a amamentação continuou cada vez melhor!

É claro que tivemos algumas fissuras, dores, ingurgitamento e 1 mastite.

Essas foram as minhas dificuldades. Muitas mães enfrentam outras. Muitas vezes bem piores!

E nesses momentos o apoio é fundamental!
O apoio médico tranquilizador, o apoio de uma consultora de amamentação, de uma fonoaudióloga (né @julinhamelo12 ❤️), o apoio do marido que busca água e faz comida, o apoio da mãe da mãe que ajuda na casa pra deixar a recém mãe se dedicar exclusivamente a essa tarefa nova, nobre e (inicialmente) difícil. A amamentação!

Que meu relato e outros tantos nessa semana de amamentação sejam mais um apoio pra quem amamenta ou quer amamentar. E especialmente: um reforço para que quem possa ajudar, ajude de fato! 😊😘

Açúcar antes dos 2 anos?

Hoje vou contar algo não politicamente (ou nutricionalmente mesmo 🤔) correto e que pouca gente sabe: Eu já dei açúcar pra minha filha!
Sim, antes dos dois anos, que é a recomendação oficial da OMS (Organização Mundial da Saúde)!

Não quero falar mal das recomendações oficiais e nem te incentivar a dar açúcar pro teu filho que tem menos de 2 anos. Só te fazer pensar e compartilhar um pouco do que acredito.

Acredito muito na seguinte frase: “O exemplo não é uma forma de ensinar. É a única!” 🙏

Não me vejo dando fruta pra ela e me acabando no chocolate branco. 😂Por isso, procuro – o máximo possível, claro -manter uma alimentação legal pra que a alimentação dela seja a alimentação da família (que, aliás, é a recomendação a partir de 1 ano).

Sendo assim, rolam exceções com açúcar na alimentação da família e, consequentemente, algumas dessas vezes também na alimentação dela: já teve sorvete artesanal, bolo de festa e, com mais frequência, chocolate 70% cacau e bolinhos integrais com açúcar mascavo ou de coco. Que eu também como mais. Pra ela sempre porções bem pequenas. 😝😂

E ela PRECISAVA comer essas coisas? Não. Mas faz mal dar isso tão eventualmente? Eu penso que Não! Apesar de ela estar em fase de formação de paladar, ela não tem acesso a esses alimentos no dia a dia. Portanto a rotina segue: frutas, ovo, iogurte natural com fruta, legumes, arroz, feijão… e leite materno são a base por aqui.

Já vi TANTOS casos em que dar um pedacinho de chocolate ou bolo era um super tabu mas a “bolacha da vaquinha” era normal! 🙈 Você também deve conhecer!

 Portanto:
Leia a lista de ingredientes, ofereça alimentos diferentes, priorize os alimentos in natura, continue oferecendo de outras formas as frutas e verduras que seu filho rejeita… mas, não surte com exceções.
Seu filho vai comer o que estiver disponível para ele comer! Foque – continuamente – nos bons hábitos da família! 🙏😘

 Me conta: você concorda comigo ou discorda? 😉

Um pouquinho do meu passado

Final da infância/início de adolescência: aquela época em que a gente – naturalmente – tem milhares de dúvidas e neuras na cabeça.

Na época, junto a isso se somava a minha obesidade.
Na escola eu ouvia: baleia assassina, rolha de poço… (aos jovens: na época se falava isso e bullying era comum… 31 anos migos 😂). E em casa eu também ouvia: boto cor de rosa! 🙄😔

E eu? Respondia. Revidava. Xingava de volta.

Mas a verdade é que depois eu chorava. Me sentia péssima. Tinha vergonha. Me escondia. Pensava se algum dia alguém gostaria de mim daquele jeito. E aí comia mais!

Não lembro exatamente o ponto em que senti a urgência da mudança. Mas ela veio! Eu precisava fazer algo por mim. Só eu podia fazer isso.

Na época (no auge da minha maturidade de 12 anos) pedi para a minha mãe uma esteira de Natal. Comecei a caminhar, a não comer besteiras (bolacha recheada e refrigerante eram comuns na época) e a tentar reduzir a quantidade.

Ninguém me mandou fazer isso. Pelo contrário. Meus pais diziam que eu era “bonita gordinha” e o que não faltava era bolacha recheada nos armários.

Mas eu consegui. Num processo lento e gradual fui reduzindo besteiras e acrescentando mais frutas e vegetais na minha rotina. Fui melhorando minha relação com a alimentação. Fui melhorando minha relação comigo mesma.

O que eu quero te dizer com tudo isso? Que se eu consegui, sem muito apoio e sem muita maturidade, você também consegue!
Não é fácil! Não é rápido! Não existe milagre!
Só funciona quando chega o SEU momento de mudar e você decide que não tem mais volta.

Desejo que você consiga a mesma mudança que eu consegui. Profunda e para sempre!! 🙏😘

 

Diabetes Gestacional

O vídeo da semana é sobre Diabetes gestacional. Se você está grávida ou pretende estar em breve venha entender melhor para prevenir essa alteração!

Introdução Alimentar: 1 ano

O seu bebê fez 1 ano (como a minha)? Veja as novidades alimentares importantes dessa fase! 

Lancheira

Como estão as lancheiras dos pequenos por aí? 
Precisa de uma certa organização pra montar uma lancheira? Sim! Com certeza! Mas nada de outro mundo!
Pensem que as refeições na escolinha fazem parte da rotina alimentar e NÃO devem ser consideradas uma exceção à alimentação saudável. Deixa a exceção pra festinha, pra uma saída diferente num final de semana… 

 Como organizo então Ana?
 Foca em ter uma fruta (de preferência inteira, com casca e da época) e variar a fruta ao longo dos dias  um carboidrato legal (pãozinho integral, bolinho integral, batata doce, aipim, pão de queijo de batata doce, biscoitos de arroz integral…).
 A bebida? Vale ser a própria água mesmo! Se a criança preferir outra opção dá pra usar suco natural, chá ou água de coco. 

lancheira

Introdução Alimentar: dos 8 aos 10 meses.

Há 2 meses gravei um vídeo falando sobre o começo da introdução alimentar, com a minha filha Beatriz, e prometi dar mais notícias aos 10 meses. Posso adiantar que as coisas estão melhorando! \o/ Confere no vídeo mais detalhes e dicas para quem está passando (ou vai passar) por essa fase tão importante.

 

Constipação na gravidez

Bóra pro último sintoma desagradável da gestação? A constipação! É o seu corpo tentando aproveitar ao máximo os nutrientes que você ingere e pra isso deixando o trato digestivo beemm devagar! O que fazer?

 Muita água (de novo!)
 Fibra distribuída ao longo do dia: frutas com casca ou bagaço, saladas cruas, grãos integrais, etc. Super importante!
 Fundamental também (e geralmente negligenciado) é o consumo de gorduras boas: azeite, abacate, coco, oleaginosas… Ajudam a lubrificar o intestino e a eliminar as fezes
 Exercícios também auxiliam!
 Probióticos também são super importantes. Tanto para regularizar seu intestino quanto para equilibrar a flora intestinal do seu bebê. Na minha opinião é uma das suplementações obrigatórias na gestação. Conversa com o teu nutricionista sobre o melhor período para inserir bem como dose/forma de uso. 

constipação gravidez