Açúcar vicia!

açúcar cocaína

Talvez você não saiba, mas o açúcar ativa as mesmas áreas cerebrais que a cocaína!
Inclusive um estudo com ratos testou ofertar cocaína ou água com açúcar a eles e pasmem: o açúcar promoveu maior vício (8x mais), com sintomas de dependência e crise de abstinência!

Talvez você esteja pensando: ah, eu não uso tanto açúcar assim! Um pouquinho no café, um docinho de vez em quando…

Será mesmo? O açúcar está bastante difundido nos produtos industrializados: refrigerantes, sucos, bolachas, pães (inclusive integrais!), molhos de tomate, barras de cereal, iogurtes e por aí vai… inclusive muitos produtos light/diet e com destaque para o seu baixo percentual de gordura ou baixo valor calórico estão abarrotados de açúcar.
Nos rótulos o açúcar pode aparecer com diferentes nomes, como por exemplo: açúcar, sacarose, açúcar invertido, maltodextrina, dextrose, xarope de milho, glicose e frutose.

E MUITOS problemas de saúde (como ovários policísticos, pré diabetes, diabetes), baixa disposição ou aquela gordurinha abdominal que insiste em não ir embora estão muitíssimo associadas a ele: o açúcar.

O que ocorre é que o açúcar em excesso ou sem estar associado a fontes de fibra tem uma absorção muito rápida em nosso corpo.

Com isso o hormônio insulina, responsável por colocar o açúcar do sangue dentro das células, também aumenta muito rápido, armazenando o açúcar na forma de gordura (sobretudo abdominal) e te deixando novamente com níveis baixos de açúcar no sangue.

O resultado? Vontade de comer doce novamente para ter disposição! Aí você acaba comendo novamente mesmo ou tenta resistir e fica com aquela preguiça!

Com o passar do tempo seu pâncreas não dá mais conta de produzir tanta insulina e você começa a ter mais acúmulo de açúcar no sangue, levando ao pré-diabetes e posteriormente ao diabetes. Esse quadro está associado ainda a processos inflamatórios relacionados a outras doenças, especialmente as cardiovasculares.

Pra quem tem essa dependência de açúcar (acreditem: eu já tive!) pode parecer muito difícil reverter isso. E muitas vezes pode ser um processo demorado mesmo… mas é totalmente possível e você ganha outra qualidade de vida!
O nosso paladar se adapta ao sabor menos doce e a dependência física vai reduzindo conforme reduzimos a oferta.

Tratamento nutricional com ajuste dietético, suplementação de nutrientes e recuperação intestinal auxiliam muitíssimo nesses casos.

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

Já ouviu falar em Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)?

Síndrome ovários policísticos

Essa síndrome consiste no crescimento de pequenos cistos dentro do ovário e é uma das desordens endócrinas mais frequentes em mulheres na idade reprodutiva, com prevalência de 6 a 10%.
Em geral caracteriza-se por produção excessiva de pelos e/ou acne, com ausência de ovulação associada a distúrbio menstrual e infertilidade.

A SOP causa ainda resistência a insulina e hiperinsulinismo compensatório (produção exagerada de insulina), o que a faz ser um importante fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus do tipo 2, doenças cardiovasculares, obesidade e infertilidade!

Já conhecia essa Síndrome?
Agora o que talvez você não saiba é que a Nutrição pode auxiliar e MUITO no seu tratamento!

Um dos principais objetivos da dieta é controlar a resistência a insulina das pacientes. Dessa forma, algumas ações são fundamentais:

1) Fracionar a alimentação de 3 em 3 horas, pois longos períodos em jejum, seguidos por ingestão alimentar excessiva estão entre as principais causas de alteração dos níveis glicêmicos;

2) Ter uma dieta de baixa carga glicêmica (com alimentos que propiciem um aumento mais lento dos níveis de açúcar no sangue) e rica em fibras;

3) Consumir fontes saudáveis de gordura (como óleo de linhaça, azeite de oliva, abacate, etc.) e reduzir o consumo de gorduras saturadas estão também associados a controle da glicemia e a auxílio na redução do peso;

4) Incluir alimentos ricos em magnésio, como vegetais verdes escuros e oleaginosas, é também importante para a melhora da sensibilidade a insulina;

5) A perda de peso é fundamental! Ela favorecerá a utilização dos hormônios circulantes, irá melhora dos níveis de gordura no sangue e diminuição da resistência à insulina;

Uma dieta equilibrada e individualizada, incluindo essas e outras ações, aliada a exercícios físicos, representa o tratamento de primeira linha, melhorando a resistência à insulina e a regulação dos ciclos!