Ômega 3

Vamos falar sobre o ômega 3?
Suplemento famoso e muito utilizado!
Mas afinal: é pra todo mundo? Existem boas fontes na alimentação? Como escolher uma boa suplementação de ômega 3? Confere tudo isso no vídeo!

Ostras

ostra
Você gosta de Ostras? Confesso que já achei estranho… mas hoje amo! 

👉 As Ostras são fontes de ômega 3, tem baixos níveis de colesterol e níveis elevados de zinco.
São, portanto, opções especialmente saudáveis para a prevenção de doenças coronarianas, interessantes para a saúde da pele e dos cabelos e para melhora da libido. 😍

 Ficam uma delícia ao bafo com limão ou acompanhadas de molho vinagrete!
 Aliás essa opção ao bafo é suuper simples de fazer em casa (panela alta e tampada, água no fundo, fogo em temperatura baixa e espera) e ainda garante um preço mais amigo. 😘

Qual o melhor tipo de atum?

atum tipos

Essa dúvida é bastante comum, talvez seja a sua também:

“Nutri, qual atum é o melhor?”

Primeiro item a ser observado: lista de ingredientes! E por ela a gente já exclui a opção com molho, certo? Afinal, contém açúcar, glutamato monossódico e aditivos!

E entre os outros? Melhor em água ou em óleo?

-> Em óleo! Isso mesmo!

O óleo em volta do atum auxilia a preservar o ômega 3 do peixe. Além disso, o protege de contaminação pelo alumínio da lata! Isso porque o alumínio tende a migrar para o óleo. Se o peixe está envolto em óleo o alumínio se concentra no mesmo, enquanto que se está envolto apenas em água migra para o peixe!

Mas não é pra usar esse óleo da lata nas preparações viu? Sempre procure escorrer bem antes de usar. 😉

Gorduras e seus benefícios

gorduras-boas

Quem me acompanha por aqui ou é meu paciente sabe que sempre estimulo o consumo (moderado – claro!) de fontes de gorduras boas.

Mas de um modo geral percebo que as pessoas ainda têm muito medo de gordura, focando nas frutas-saladas-carboidratos integrais-proteínas e praticamente excluindo as gorduras da dieta.

Queridos! Nós precisamos de fontes de gordura!

O nosso corpo utiliza as gorduras para formar as membranas de todas as nossas células, transportar as vitaminas A, D, E e K e produzir hormônios sexuais, como a testosterona – fundamental para a formação muscular, que consequentemente é fundamental para um bom metabolismo.
Além disso, algumas gorduras tem ação antiinflamatória, reduzindo a inflamação em nossas moléculas de gordura e consequentemente auxiliando no processo de emagrecimento.

Mas a questão é: que tipo de gordura consumir?

Para responder a essa questão vamos entender quais os tipos de gordura existentes.
As gorduras podem ser divididas em gorduras saturadas, monoinsaturadas, poliinsaturadas e trans:

Saturadas: Possuem duplas ligações entre seus átomos de carbono, formando estruturas menos flexíveis, sendo sólidas à temperatura ambiente.
Estão associadas a aumento de colesterol, cujo excesso pode levar à obstrução dos vasos sanguíneos.
Dentre os alimentos desse grupo, as gorduras do leite (nata, manteiga, queijo amarelo) e gorduras animais (gordura da carne, pele do frango) parecem estar mais associadas a riscos cardiovasculares que as gorduras do coco e do cacau – também saturadas.

Monoinsaturadas: possuem uma única ligação dupla de carbono em toda a sua molécula, sendo, portanto, mais flexíveis que as gorduras saturadas.
Azeite de oliva e abacate são fontes desse tipo de gordura. Seu consumo diminui a quantidade de colesterol no sangue, prevenindo as doenças cardíacas.

Poliinsaturadas: possuem mais de uma ligação dupla entre seus carbonos, sendo ainda mais flexíveis.
São ricos nesse tipo de gordura as nozes, castanhas, sementes de linhaça e peixes.
Este grupo de gorduras inclui as gorduras do tipo ômega 3 e ômega 6, cujo consumo é essencial, já que o nosso corpo não as produz, e que também auxiliam a reduzir os níveis de colesterol. As gorduras do tipo ômega 3 estão associadas ainda a melhora da cognição e da memória.

Trans: São originalmente poliinsaturadas, mas passam por hidrogenação artificial, tornando-se sólidas à temperatura ambiente.
São muito utilizadas em produtos alimentícios, como sorvetes, bolos prontos, bolachas recheadas, biscoitos água e sal, chocolates e pães.
Recomenda-se não ingerí-la pois elas aumentam ainda mais os níveis de colesterol do que as gorduras saturadas, são muito difíceis de serem eliminadas, além de não possuírem nenhuma função no organismo. Observe o rótulo dos alimentos: não deve constar na lista de ingredientes gordura vegetal ou gordura vegetal hidrogenada (sinônimos de gordura trans).

Quanto à quantidade converse com o seu nutricionista que irá ajustar de acordo com a sua necessidade. 😉

Linhaça

Com a fama crescente de sementes como chia, amaranto e quinoa, a linhaça acabou perdendo bastante espaço.
Mas ela continua sendo uma opção bastante saudável e é considerada um alimento funcional, sabia?

linhaça

Existem dois tipos de linhaça: a marrom e a dourada. De acordo com estudos, ambas são nutricionalmente similares, porém para o cultivo da linhaça marrom (ocorre no Brasil) costumam ser utilizados agrotóxicos, enquanto que para o cultivo da dourada (Estados Unidos / Canadá) não – portanto, ponto para a dourada!

A linhaça tem como principal característica ser a principal fonte vegetal de ômega 3, o qual possui potente ação antioxidante e antiinflamatória.
Atua ainda no controle dos níveis de colesterol, redução da aterosclerose (acúmulo de gordura nos vasos), auxilia na saúde e beleza da pele e na prevenção de doenças neurológicas como Parkinson e Alzheimer.
É também excelente fonte de lignanas, um tipo de fibra que auxilia na função intestinal e promove saciedade.

A melhor forma de se consumir a linhaça é comprando a semente e triturando em casa! Triture pequenas quantidades por vez, no modo pulsar do liquidificador e depois armazene em pote opaco em geladeira por até 1 semana. Dá pra consumir sobre frutas, saladas de frutas, iogurte natural, utilizar em receitas, etc.

Outra opção interessante é utilizar o óleo de linhaça (nesse caso só haverá os benefícios atribuídos ao ômega 3 e não às fibras). Como o sabor é mais forte é interessante misturar ao azeite de oliva extra-virgem (em vidro opaco) e acrescentar temperos como por exemplo alecrim, manjericão, alho, etc, saborizando esse azeite e agregando benefícios.

Vale ressaltar que moderação é sempre importante, seja qual for o alimento! No caso da linhaça, seu excesso está associado a risco aumentado de desenvolvimento de bócio/hipotiroidismo devido a presença de ácido cianídrico.
Converse com seu nutricionista! 😉

Amendoim pode?

amendoim

É muito comum que ao estimular o consumo de castanhas, nozes, amêndoas, etc eu ouça a seguinte resposta:
“E o amendoim, também pode?”

Sabendo moderar a quantidade e escolhendo um amendoim de boa procedência pode sim!

O amendoim é fonte de gorduras boas, como o ômega 3, ajudando a aumentar os níveis de HDL (o “bom” colesterol) e a reduzir os de LDL (conhecido como o colesterol ruim).
Seus antioxidantes auxiliam também nessa regulação e a impedir que o LDL forme placas enrijecidas nas artérias. Dentre esses antioxidantes temos o resveratrol (o mesmo presente na casca das uvas e que é conhecido por prevenir doenças cardiovasculares).

O amendoim é fonte ainda de fibras, contribuindo para a saciedade e para reduzir o índice glicêmico (velocidade de liberação de açúcar) da refeição.
Com relação às vitaminas é fonte de potássio, magnésio e vitamina E.

Como nem tudo são flores, vão aí algumas ressalvas:

– O amendoim é bastante calórico então não abuse da quantidade (converse com seu nutri!);

– O amendoim tem potencial alergênico elevado! Cuidado especial com crianças menores de 1 ano;

– Finalmente, mas não menos importante: cuidado com a procedência! É muito comum o amendoim brasileiro estar contaminado por aflatoxinas, que são substâncias produzidas por fungos e que estão associadas a danos hepáticos graves! Já existe um selo que garante uma boa procedência: é o selo da Abicab.

Nem preciso dizer que é pra evitar (ou moderar) a rapadura, paçoca e afins né?

Peanut_Butter_-_Pasta_de_Amendoim

Prefira a versão in natura, apenas torrada ou como pasta de amendoim. Esta última opção é bem tranquila de encontrar em lojas de produtos naturais in natura (sem adição de açúcares ou conservantes).