Óleo de cártamo

Recebi esses dias um pedido para falar sobre óleo de cártamo. Você já utilizou?

Ele não é novo! Surgiu lá por 2009 prometendo acelerar o metabolismo, reduzir o apetite, auxiliar na queima de gordura corporal, controlar colesterol e reduzir celulite.
Ou seja: praticamente a cura de todos os males né! Quem não quer? 😍😂

Só que não né povo! Quando o milagre é muito o Santo desconfia! Foi muita promessa e pouca comprovação!
Ainda há bastante controvérsia nos resultados encontrados!

Ah nutri… mas se não faz bem, não também não faz né!

Esquece essa frase! Um monte de coisa “natural” pode fazer mal sim.
O óleo de cártamo é fonte de Ômega 6. Um tipo de gordura essencial, mas que já costumamos consumir em grande quantidade e cujo excesso se associa a inflamação subclínica.

E na hora de acreditar na próxima pílula mágica do emagrecimento: ela não existe!
Ou melhor: existe! Dentro de você! 😉😘

Atum em lata: qual escolher?

Até já tinha falado sobre esse assunto por aqui, mas recebi novamente essa dúvida:
“Ana, qual o melhor tipo de atum?”

Você sabe?

atum em lata

-> Em óleo!!

Sim! Muita gente acha que o light seria o mais indicado, porém a versão em óleo é melhor!

Isso porque o alumínio da lata tende a migrar para a superfície mais oleosa. Se o atum está envolto em água, o alumínio migra bastante para o próprio atum e você acaba ingerindo alumínio por tabela (e tudo o que o seu corpo não usa tende a se acumular na sua gordura corporal e sobrecarregar fígado, atrapalhando seu metabolismo e emagrecimento – isso só pra resumir a ópera).

Por outro lado, se o atum está envolto por óleo o alumínio tende a migrar justamente para esse óleo, protegendo o atum! Portanto: opte pela versão em óleo e elimine esse óleo ao consumir! 😉

E o atum com molho?
É a opção que tem mais corantes, conservantes e aditivos de modo geral. Costuma também ser a opção com mais sódio! Quer atum com molho? Faça seu molho! 🙂

Ficou com dúvidas sobre o assunto? Entra em contato, vai ser um prazer te responder!

Pode aquecer o azeite de oliva?

Durante um bom tempo foi dito que o azeite de oliva não poderia ser aquecido, pois esse aquecimento o oxidaria e o faria se tornar um óleo ruim, devendo ser utilizado apenas frio, na salada.

Você ainda acha isso? Então vem se atualizar comigo! 😉

Essa revisão de literatura de 2015 trouxe alguns destaques interessantes:

azeite artigo

– O azeite de oliva extra-virgem possui quantidade elevada de compostos fenólicos (antioxidantes), porém 80% destes são perdidos no refinamento. Portanto: prefira sempre os não refinados, que são os extra-virgens! Esses antioxidantes inclusive previnem a formação de compostos tóxicos (como a acrilamida) que ocorre no aquecimento prolongado;

– Com o aquecimento progressivo dos óleos na presença de oxigênio ocorre naturalmente aumento da sua oxidação. Cada óleo tem uma estabilidade diferente ao aquecimento. O azeite é mais estável a essa oxidação que outros óleos, como girassol, soja ou palma!

– Após o aquecimento ocorre pouca alteração do perfil lipídio do azeite de oliva e não ocorre perda dos fitosteróis;

– Não se recomenda a re-utilização de nenhum óleo! Apos já aquecido o óleo (ou azeite) há maior concentração de ácidos graxos livres que acabam reduzindo o ponto de fumaça do óleo e aumentando a liberação de compostos voláteis (tóxicos) em temperaturas mais baixas depois;

– Apesar das vantagens do azeite de oliva em preparações quentes recomenda-se evitar o aquecimento superior a 180ºC, especialmente por longos períodos.

Dentre os óleos testados o azeite de oliva foi o mais recomendado tanto frio quanto em preparações quentes, devido a sua estabilidade!

Legal né! Eu adoro o azeite de oliva! 🙂 E vocês?