Kombucha

Você conhece uma bebida chamada kombucha?

 A kombucha é um chá (verde ou preto) fermentado por bactérias e leveduras específicas, se caracterizando como uma bebida com probióticos, ou seja, uma fonte de bactérias boas!

 Na produção temos o chá, as bactérias e leveduras e é acrescentado açúcar. Porém esse açúcar é utilizado para o desenvolvimento da colônia. Restando quase nada no momento do consumo.

 O produto final é uma bebida gaseificada, levemente ácida e adocicada.

 Os benefícios são muitos: temos muitos fitoquímicos do chá, melhora da função intestinal, auxílio no emagrecimento, aumento da imunidade, auxílio no controle de infecções urinárias ou candidíase de repetição… e por aí vai! 

 É possível comprar pela internet a “panqueca” de bactérias (o scoby) e fazer sua kombucha em casa ou então comprar pronta a versão tradicional ou saborizada! Algumas sabores lembram uma cerveja ou champagne, podendo ser uma alternativa para quem quer beber algo diferente em eventos sociais e fugir do álcool! 😉

Intestino: o segundo cérebro!

Já ouviu falar que o seu intestino pode ser considerado o seu segundo cérebro? Saiba o porque e a importância (enorme!) de um intestino com bom funcionamento!

Carne vermelha pode?

Uma das preferências gerais da nação, especialmente aos finais de semana, é ela: a carne vermelha! Não é? 😉

carne vermelha

E aí, será que pode comer a vontade? Ou tem alguma contra-indicação?

Quando falamos em carnes vermelhas o foco é na MODERAÇÃO! Isso por alguns pontos:

1) É a proteína animal com maiores teores de gordura saturada (atenção para risco cardiovascular!)
2) Consumo exagerado de carne vermelha está associado a disbiose – aumento da proliferação de bactérias maléficas e redução das benéficas
3) Estudos associam o consumo excessivo de carne vermelha com risco aumentado de câncer, sobretudo câncer de intestino

Nutri, e vantagem, não tem nenhuma?
Tem sim! É fonte de zinco, vitamina B12 e a principal fonte de ferro. Seu consumo é interessante sobretudo para mulheres em idade fértil, que menstruam mensalmente e portanto tem necessidades mais elevadas de ferro e para gestantes.
Mas também nesses casos a moderação é recomendada!

Considerando uma pessoa que faz refeição salgada no almoço e no jantar, a recomendação é que o consumo de carne vermelha não ultrapasse 3 porções por semana.
Essa recomendação pode ser inferior caso existam fatores de risco!

Nas demais refeições é preferível optar por peixes, frango, ovos ou mesmo proteínas vegetais como cogumelos e feijões.

Vale lembrar que para aproveitar os benefícios de qualquer alimento, especialmente de alimentos com digestão mais difícil – como a carne vermelha, precisamos ter um sistema digestório eficiente: estômago com produção adequada de ácido e enzimas e intestino íntegro e sem disbiose.

“Você é o que você come, digere e absorve!”

Como estão as suas fezes?

Você costuma olhar para o seu cocô? 😛

E se eu disser que é super importante ficar atento?

Observar quantas vezes por dia ou por semana se evacua, a cor e o formato das fezes, podem dizer muito sobre a sua saúde.

Ter abdome frequentemente inchado, gases, intestino preso ou diarreia são indicativos de que algo não vai bem! Não se acostume com essas condições!

Na imagem abaixo (bem humorada por sinal) temos os 7 tipos de fezes de acordo com o formato:

cocô

Fezes tipo 3 e 4 são as consideradas normais e indicativas de um intestino saudável.

Já as tipo 1 e 2 (em bolinhas) estão associadas a constipação, com as fezes permanecendo por muito tempo no cólon. Consumo insuficiente de fibras, baixa ingestão de água e não respeitar a vontade de evacuar (deixando para depois, para amanhã…) estão entre as principais causas.

Enquanto que as tipo 5 a 7, mais amolecidas, são indicativas de que o trânsito intestinal foi mais rápido do que deveria, podendo causar carência nutricional e desidratação.
As causas podem ser várias: estresse, medicações, alergias ou intolerâncias alimentares, intoxicação alimentar, dentre outras.

Alterações na coloração das fezes também devem ser observadas, assim como a presença de partes de alimentos inteiros ou excesso de muco.

Se identificou nas alterações? Converse com seu médico e com seu nutricionista.

Reeducação alimentar, maior ingestão de água e em muitos casos o uso de probióticos vão auxiliar muito na melhora do funcionamento intestinal.

O seu corpo não vai funcionar 100% enquanto seu intestino não estiver funcionando 100%!

Iogurte natural e seus benefícios

iogurte natural

O iogurte natural é uma das melhores opções de derivados do leite para quem pode consumir o leite de vaca!

Para produzir o iogurte natural, a lactose (açúcar do leite) é transformada em ácido lático através de fermentação bacteriana.
Dessa forma, temos redução significativa da lactose em comparação ao leite, sendo uma opção de mais fácil digestão e geralmente mais aceita pelos intolerantes leves.

As bactérias benéficas contidas nesse tipo de iogurte têm sido associadas a uma série de benefícios à saúde, especialmente:
– Tratamento da disbiose: disbiose é a colonização intestinal por bactérias patogênicas, levando a uma série de consequências, que vão desde constipação (intestino preso), passando por má digestão e absorção de nutrientes e levando até alterações de humor, inflamação crônica e consequentes doenças crônicas associadas ao processo;
– Auxílio no tratamento da Síndrome Metabólica: estudo associou o consumo diário de iogurte natural (cerca de 100 a 130ml/dia) com redução da obesidade e melhor controle de parâmetros bioquímicos. Os benefícios foram maiores para o iogurte natural integral em comparação à versão desnatada!

E porque NATURAL?
Sendo natural teremos apenas o lado benéfico e ingredientes naturais. SEM corantes, espessantes, excesso de conservantes, açúcares ou adoçantes!
Ou seja: nada de produtos artificiais associados a doenças crônicas, obesidades e inflamação, que é exatamente o oposto do que devemos buscar de benefícios ao se consumir um iogurte!

Mas nutri! Natural não é doce! Não gosto! 🙁
Então misture ou liquidifique com frutas naturais (escolha opções naturalmente mais adocicadas como mamão, banana, mirtilo ou maçã) e/ou com 1 fio mel! Vai ficar bem mais gostoso e vai se manter saudável dessa forma! 😉

Leite de vaca: sim ou não?

Tema polêmico à vista!

leite

Antigamente o consumo de leite era sempre estimulado e considerado sinônimo de alimentação saudável. Já hoje as opiniões são bastante controversas. Vamos entender os dois lados?

Muitos estudos têm encontrado relação entre o consumo de leite de vaca e alergias tardias. Tal reação pode estar associada à dificuldade de digestão da lactose (açúcar do leite) ou das proteínas do leite e derivados como um todo. E essa dificuldade de digestão tem se tornado cada vez mais comum entre a nossa população, especialmente com o avançar de idade.

Quem não faz uma boa digestão dessas proteínas tem como consequência inflamação na mucosa intestinal, com alterações em sua permeabilidade, facilitando desta forma a passagem de macromoléculas e metais tóxicos, além de favorecer a má absorção de nutrientes.

Quando essas macro moléculas passam pelo intestino e vão para a corrente sanguínea, nosso sistema imunológico é ativado, por reconhecer essas moléculas como corpos estranhos: é onde começam a surgir inflamações em várias partes do organismo, dependendo da pré -disposição genética de cada um.

Dentre as consequências mais comuns temos:
– Sinusite
– Rinite
– Amidalite
– Obesidade
– Gastrite
– Resistência a insulina
– Disbiose intestinal
– Acne
– Dores articulares
– Doenças autoimunes como: artrite reumatóide, tireoidite, etc.

Isso significa que não devemos mais tomar leite?

Não necessariamente!
Em primeiro lugar, apesar de bastante comum, não são todas as pessoas que tem dificuldade em digerir o leite e seus derivados. Se a digestão é perfeita, consequentemente não serão geradas as reações imunológicas e seu consumo não será problema. Individualidade sempre!!

Para a maioria das pessoas o que funciona bem é a variedade alimentar!
Se consumimos leite moderadamente e ingerimentos também frutas, verduras, fibras alimentares, etc nosso intestino será saudável e consequentemente a tendência é que façamos uma digestão melhor do leite e de seus derivados.
Já quando somos estressados e temos uma má alimentação é comum haver disbiose intestinal e consequentemente uma pior digestão não só do leite, mas fontes de proteína como um todo.

Qual a recomendação diária de leite e derivados para quem pode consumí-los?

Em 2013 a Harvard reduziu a sua recomendação de consumo de leite diário para 1 a 2 porções por dia! Essa recomendação de redução foi justificada pela relação entre consumo excessivo de leite e câncer de ovário e próstata.
1 porção significa por exemplo um copo (200ml) de leite ou 2 fatias de queijo branco.

Mas há casos em que a exclusão do leite (definitivamente ou temporariamente) se faz necessária e não é o fim do mundo! Existem hoje muitas opções que suprem bem a falta do leite!

Quando ao cálcio, hoje sabemos que o leite é sim uma ótima fonte de cálcio, porém a sua absorção pelo nosso corpo não é tão boa assim, se limitando a cerca de 35% do seu teor total!
Já os vegetais verdes escuros como brócolis, espinafre e couve tem uma absorção em torno de 60%. Fora que vegetais são fontes de fibras, que quando fermentadas, acidificam o pH intestinal, aumentando a absorção do cálcio do próprio vegetal.
Outros exemplos de fontes excelentes de cálcio são a sardinha e o gergelim.

E para substituir os tradicionais café com leite, iogurte, vitamina de frutas, etc.?

Boas opções para substituir o leite e o iogurte comuns são os leites extraídos a partir de vegetais, como leite de coco, de aveia, de amêndoas, etc.
Opções feitas a partir do leite de ovelha, cabra ou búfala podem ser bem aceitas por algumas pessoas.

As opções sem lactose que encontramos facilmente em supermercados não é bem aceita por todos. Isso porque se trata do leite de vaca adicionado da enzima lactase. Dessa forma, se o seu problema em digerir o leite é por má digestão de suas proteínas, o acréscimo de lactase não vai ajudar muito.

Dentre os queijos uma opção super interessante é o tofu, o “queijo” de soja que já comentei por aqui.

Dúvidas? Converse com seu nutri! 😉