Colesterol alto = Risco cardíaco?

Níveis elevados de colesterol = Alto risco cardiovascular, que deve ser combatido incansavelmente de todas as formas (medicamento/alimentação pobre em gordura saturada, etc) e Níveis baixos de colesterol = Baixo risco cardiovascular. Certo?

E se eu disser que não, necessariamente? Vamos pensar fora da caixinha? 😉

O colesterol é uma lipoproteína importante, com inúmeras funções, como formação das membranas das nossas células e síntese dos nossos hormônios, como testosterona, estrógenos, vitamina D, etc.

O risco de que esse colesterol leve a doenças cardiovasculares não se resume apenas aos níveis de LDL (o colesterol “ruim”), observados nos exames de sangue, mas, ao quão oxidado está esse colesterol! É a oxidação do LDL que leva a formação da placa aterosclerótica e consequentemente à doenças cardiovasculares.

13108770_593124224187842_323971525_n

A oxidação do colesterol aumenta com o aumento de homocisteína, excesso de radicais livres, diabetes, hipertensão e/ou obesidade.

Por outro lado, uma alimentação rica em substâncias bioativas antioxidantes e compostos fenólicos atua na diminuição da oxidação do LDL-colesterol!
É ou não é linda essa Nutrição? <3

E pra vocês não acharem que sou apenas eu falando, convido a lerem esse resumo de um artigo realizado com 9500 idosos, comparando idosos com níveis baixos de colesterol (reduzido por consumo elevado de óleo de milho na dieta) e idosos com níveis altos x Doença cardiovascular e Mortalidade.

Colesterol alto?

Fez exame de sangue e seus níveis de colesterol estão altos?

Basta então reduzir as fontes de colesterol da alimentação (ovo, gorduras animais, etc.) certo?

E se eu disser que NÃO?
Que na maioria dos casos a origem do colesterol elevado é outra e essa conduta antiga e simplista não traz bons resultados? Ao se restringir demais o colesterol alimentar na verdade o efeito é o oposto: aumento da produção de colesterol e triglicerídeos pelo seu corpo!

O colesterol é formado a partir da sobra de acetil-coa, cuja principal origem é o piruvato (o qual vem da glicose, dos carboidratos) e da frutose!

Ou seja: o nosso colesterol aumenta principalmente pelo excesso de carboidratos na alimentação, que é uma característica tão comum na alimentação da maioria das pessoas – muitos pães, bolos, biscoitos, açúcar, refrigerantes, sucos prontos, etc.

carboidratos

Isso não significa que os carboidratos sejam vilões e devam ser excluídos da alimentação viu?
Longe disso!
Os carboidratos são nossa principal fonte de energia e devem fazer parte de uma alimentação saudável, porém com equilíbrio quantitativo (compondo cerca de 50% da proporção com os demais macronutrientes para a maioria das pessoas) e qualitativo (com predomínio de carboidratos integrais em detrimento aos refinados – que formam açúcar muito mais rápido e facilitam esse acúmulo como gordura).

Excesso de proteína ou de gordura alimentar podem também formar acetil-coa e consequentemente aumentar colesterol, mas é menos comum.

Vale lembrar que álcool em excesso eleva também os níveis de colesterol já que forma acetato que também aumenta acetil-coa!

Importante destacar também que o colesterol não é um vilão como se pensa. Ele é fundamental para a produção dos nossos hormônios e para a vida. Os níveis hoje recomendados pela Associação de Cardiologia tem inclusive sido alvo de discussão entre muitos médicos.

Antes de partir para o uso de medicações para controlar seus níveis de colesterol (que aliás estão associadas com uma série de riscos à saúde – assunto pra outro post) mude seus hábitos!
Converse com seu nutricionista que irá adequar a proporção dos macronutrientes (carboidratos/proteínas/lipídios) na sua alimentação e melhorar a qualidade das opções.