Colesterol alto = Risco cardíaco?

Níveis elevados de colesterol = Alto risco cardiovascular, que deve ser combatido incansavelmente de todas as formas (medicamento/alimentação pobre em gordura saturada, etc) e Níveis baixos de colesterol = Baixo risco cardiovascular. Certo?

E se eu disser que não, necessariamente? Vamos pensar fora da caixinha? 😉

O colesterol é uma lipoproteína importante, com inúmeras funções, como formação das membranas das nossas células e síntese dos nossos hormônios, como testosterona, estrógenos, vitamina D, etc.

O risco de que esse colesterol leve a doenças cardiovasculares não se resume apenas aos níveis de LDL (o colesterol “ruim”), observados nos exames de sangue, mas, ao quão oxidado está esse colesterol! É a oxidação do LDL que leva a formação da placa aterosclerótica e consequentemente à doenças cardiovasculares.

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A oxidação do colesterol aumenta com o aumento de homocisteína, excesso de radicais livres, diabetes, hipertensão e/ou obesidade.

Por outro lado, uma alimentação rica em substâncias bioativas antioxidantes e compostos fenólicos atua na diminuição da oxidação do LDL-colesterol!
É ou não é linda essa Nutrição? <3

E pra vocês não acharem que sou apenas eu falando, convido a lerem esse resumo de um artigo realizado com 9500 idosos, comparando idosos com níveis baixos de colesterol (reduzido por consumo elevado de óleo de milho na dieta) e idosos com níveis altos x Doença cardiovascular e Mortalidade.

Linhaça

Com a fama crescente de sementes como chia, amaranto e quinoa, a linhaça acabou perdendo bastante espaço.
Mas ela continua sendo uma opção bastante saudável e é considerada um alimento funcional, sabia?

linhaça

Existem dois tipos de linhaça: a marrom e a dourada. De acordo com estudos, ambas são nutricionalmente similares, porém para o cultivo da linhaça marrom (ocorre no Brasil) costumam ser utilizados agrotóxicos, enquanto que para o cultivo da dourada (Estados Unidos / Canadá) não – portanto, ponto para a dourada!

A linhaça tem como principal característica ser a principal fonte vegetal de ômega 3, o qual possui potente ação antioxidante e antiinflamatória.
Atua ainda no controle dos níveis de colesterol, redução da aterosclerose (acúmulo de gordura nos vasos), auxilia na saúde e beleza da pele e na prevenção de doenças neurológicas como Parkinson e Alzheimer.
É também excelente fonte de lignanas, um tipo de fibra que auxilia na função intestinal e promove saciedade.

A melhor forma de se consumir a linhaça é comprando a semente e triturando em casa! Triture pequenas quantidades por vez, no modo pulsar do liquidificador e depois armazene em pote opaco em geladeira por até 1 semana. Dá pra consumir sobre frutas, saladas de frutas, iogurte natural, utilizar em receitas, etc.

Outra opção interessante é utilizar o óleo de linhaça (nesse caso só haverá os benefícios atribuídos ao ômega 3 e não às fibras). Como o sabor é mais forte é interessante misturar ao azeite de oliva extra-virgem (em vidro opaco) e acrescentar temperos como por exemplo alecrim, manjericão, alho, etc, saborizando esse azeite e agregando benefícios.

Vale ressaltar que moderação é sempre importante, seja qual for o alimento! No caso da linhaça, seu excesso está associado a risco aumentado de desenvolvimento de bócio/hipotiroidismo devido a presença de ácido cianídrico.
Converse com seu nutricionista! 😉