Amamentação: até quando?

amamentação dados

Continuando os posts da nossa semana da amamentação…
Hoje quero falar sobre o famoso  Até quando
 Se fala muito sobre a importância da amamentação até os seis meses. Mas e depois? Mães que amamentam bebês maiores costumam sofrer bastante preconceito! Parece até que o leite materno se torna desnecessário e opcional após a introdução alimentar. Mas na verdade NÃO!
 De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) o leite materno deve ser ofertado exclusivamente até o sexto mês. 
 Aos 6 meses pode se fazer a Introdução Alimentar gradualmente, mas sem preocupação se o bebê aceitar pouco, já que o leite materno continua sendo o PRINCIPAL alimento até 1 ano de idade.
 Após 1 ano já é esperada uma aceitação maior dos alimentos, porém, o leite materno deve continuar até os 2 anos OU MAIS.
 Não, o leite materno não vira água após 2 anos. Continua sendo fonte de anticorpos e de muitos nutrientes!
 O “até quando” depende muito mais da mãe e do bebê! Até quando está bom para os 2 lados? Sabemos que a jornada não é fácil! Até quando a mãe continua sentindo prazer na amamentação? Até quando consegue equilibrar a amamentação com o retorno ao trabalho?
 Por aqui (hoje!) tenho bastante vontade de amamentar até 2 anos ou mais. Mas… quem sabe do futuro? Vamos até o ponto em que estiver bom para ambas. 
 Mães que já amamentaram: por quanto tempo seguiram a amamentação? Contem um pouquinho da experiência de vocês! 

Amamentação x Exterogestação

Também acho que contribuiu aqui pra nossa amamentação considerar a teoria da exterogestação. Já ouviu falar?

Bia banho
 Essa teoria considera que o bebê humano seria “prematuro” ao nascer, aos 9 meses, já que, ao contrário de outros animais, não nasce andando e é dependente dos seus cuidadores para a sobrevivência. Teoricamente a gestação humana deveria durar pelo menos 12 meses, o que não seria possível pelo crescimento da cabeça do bebê que impediria o parto normal.
 Assim, se recomenda que nos primeiros meses de vida tentemos “imitar” ao máximo o ambiente intra-uterino para adaptar aos poucos o bebê à vida aqui fora. A ideia seria seguir algumas medidas como : contenção (sling, charutinho, ninho, banho de balde), barulho (sim de shhhh, secador de cabelo, batidas do coração), calor humano (muito colo, sem neura de deixar mimado – ai que delícia! Curte o colinho e deixa pra se preocupar com isso depois! 😝) e alimentação à vontade, a famosa livre demanda.
 A livre demanda propõe continuar o que o bebê tinha dentro do útero: alimentação à vontade. Disponível sempre que tiver fome e pelo tempo que o bebê quiser. A ideia é esquecer completamente o relógio e não seguir horários rígidos de intervalo entre as mamadas ou tempo de mamada.
 Tem algo de libertador? Sim, bastante! Tem algo de cansativo? Sim, bastante também! 
 É a única forma de amamentar? Claro que não! Mas além das vantagens para o bebê, temos benefício para a continuidade do aleitamento materno também. Afinal quanto mais deixamos o bebê sugar, maior a nossa produção de leite!
 Quem já amamentou ou amamenta ainda? Seguia/segue livre demanda ou estipulou horários? Como foi a experiência? 

Amamentação: meu relato (parte II)

E falando em se informar para a amamentação (último post)… outro ponto que super ajuda é ouvir o relato (real e não cor de rosa) de outras mães.
Vou falar um pouquinho do meu então.

Pouco mais de 1h depois do nascimento da Bia (parto normal e longo!) fizemos a nossa primeira tentativa. Ela não tinha muita fome, eu não tinha muito jeito… foi assim meio atrapalhado!
 Eis então que de madrugada (ela nasceu a noite) ela tem bastante fome! Chora bastante! Mas ao mesmo tempo não consegue pegar o seio. E assim seguiram as próximas mamadas na maternidade: com bebê com bastante dificuldade pra pegar o seio (mesmo com a ajuda de diversas enfermeiras), ainda apenas com o colostro em pequena quantidade e com dor nos mamilos a cada mamada… assim fomos pra casa e com indicação e uso de bico de silicone.
 As primeiras semanas em casa foram especialmente difíceis. A Bia estava ganhando menos peso que o esperado, mesmo passando o dia grudada no peito.
E como cansava! Ela mamava muito pouquinho por vez (como praticamente todo recém nascido), logo dormia no peito e também logo acordava novamente com fome. Era o dia todo! Quando ela dormia eu tentava dormir junto… era o jeito pra tentar me manter minimamente disposta!
Recebi da primeira pediatra indicação de remédio psiquiátrico que tem efeito colateral de aumento na produção de leite (que não tive coragem de tomar depois de ler a bula!) e “ameaça” de ter que ir para fórmula se o peso não aumentasse o suficiente em 1 semana. 😢

 Para tentar manter o aleitamento exclusivo intensifiquei (mais ainda) o peito, não deixando passar 2h sem mamar durante o dia e nem 3h a noite (ela já emendava umas 5-6h de sono) e consultei com uma amiga-fono. Essa amiga identificou que a Bia tinha o frênulo lingual um pouco curto. E lá fomos nós fazer a frenotomia (cortezinho pra língua soltar mais).

A partir daí o peso começou a aumentar! 🙏 E assim seguimos, com bico de silicone, nas primeiras semanas com dores e fissura, mas que aos poucos foram melhorando.

 Pra vocês terem uma ideia como o processo pode ser lento fomos conseguir deixar o bico de silicone há pouco menos de 1 mês (aos 4 meses).

 Hoje as mamadas já não doem mais 🙏 (pelo menos até nascer os primeiros dentes ) e não são tão frequentes (já consigo tomar um banho calmo e comer devagar… quase sempre!) mas ainda exigem um bocado de dedicação!

Mais alguém tem um relato de amamentação? Conta pra gente!
Ainda vem mais posts sobre amamentação por aí! Gravidinhas fiquem de olho! 

HU

Amamentação: meu relato

Em plena semana de incentivo ao Aleitamento materno e com várias pacientes gravidinhas (adoro! ) não posso deixar de trazer meu relato e um pouco de informação sobre o que me ajudou a passar pela fase inicial e mais difícil e seguir com o Aleitamento materno exclusivo (ainda cansativo mas super prazeroso hoje! ).
Cada dia vou falar um pouquinho sobre o assunto e espero ajudar um pouco às mamães! 

eu amamentação

 Bom, eu queria MUITO amamentar. Muito por ser nutricionista, saber da importância e acredito também que por não ter sido amamentada. Tinha mais medo de não conseguir amamentar do que de enfrentar o parto normal! Juro! Então durante a gestação procurei pesquisar bastante.

 E é exatamente por aí que te recomendo começar: se informando!

 Com informação você já vai mais preparada para o que pode te esperar: vai descobrir que nem sempre é fácil, que nem sempre o bebê nasce sabendo, que no início dói mesmo com uma pega correta e talvez te ajude a suspeitar daquele pediatra indicando um regime militar de frequência de mamadas ou te induzindo a ir para o leite artificial cedo demais.

 Me ajudaram demais nessa fase pré amamentação:
 As leituras do Dr Carlos González. Ele tem vários livros e dá também muitas entrevistas. Vale a pena!
 Entrar no GVA – Grupo Virtual de Amamentação (Facebook) e já ir lendo as dificuldades das mães e me informando sobre muita coisa.

Segue acompanhando que vou trazer mais dicas e informações aqui e marca a sua amiga grávida pra ela aproveitar também. 

Amamentação e produção de leite

Hoje voltei ao tema amamentação pra falar sobre um assunto polêmico. Afinal: existem alimentos que aumentam a produção de leite durante a amamentação?
Confere e compartilha com as mamães! 

Amamentação e cólicas no bebê

Tema super pedido e finalmente atendido.
Afinal: existe relação entre a alimentação da mãe e as cólicas do bebê? Confere e compartilha com uma grávida ou lactante! 

Cólicas no bebê

cólica

O assunto é polêmico e controverso! O que algumas mães comem sem perceber nenhuma relação de cólica no bebê, outras mães podem comer e perceber agravamento dos sintomas!

 Em primeiro lugar é importante ter consciência de que as cólicas são normais! O bebê tem o trato gastrointestinal imaturo! Os sintomas costumam ter início com cerca de 15 dias de vida e podem se prolongar até os 3-4 meses. Assim como há bebês que simplesmente não sofrem com cólicas! Sem regras assim!

Vamos ao resumo dos alimentos com maior relação com as cólicas:

 Embutidos como salsicha, presunto e produtos com excesso de corantes e conservantes. Refrigerantes e açúcar. Frituras e alimentos gordurosos de modo geral  Grupo com digestão difícil. Vale a pena excluir!

 Fontes de cafeína. Vale moderar o consumo!

 Alimentos que fermentam mais: feijão, lentilha, grão de bico, cebola, batata doce, brócolis, repolho… nesse caso vale a pena moderar (não consumir vários deles em uma mesma refeição) e observar. Algumas mulheres precisarão evitá-los, outras não! Preparar em água esses vegetais e deixar as leguminosas de molho antes do preparo reduz bastante a fermentação!

 Cítricos como laranja e limão: observar!

 Finalmente: alimentos que a mãe não aceite bem! Aqueles alimentos que causam desconforto e gases na mãe tendem a causar os mesmos sintomas no bebê. Destaque aqui para o leite e os derivados! 


 Por outro lado, ajudam a aliviar a cólica: mãe tranquila que amamenta em livre demanda, muito colo, sling, banho de balde, bolsa aquecida na barriguinha, massagens… e muito amor! 😉