Açúcar: quando introduzir?

açúcar criança

Mais um tema polêmico! Essa pergunta veio como dúvida de um seguidor e sei que é a dúvida de muitos pais!

De acordo com a OMS as crianças só devem “conhecer” o açúcar após os 2 anos de idade!
O próprio mel também não deve ser utilizado no dia a dia e nunca introduzido antes de 1 ano por risco de contaminação por botulismo.

“Meu Deus nutri, tu tá louca! Que radicalismo! Coitada da criança”. 😛

Bom, há motivos pra essa orientação! Esses primeiros anos são o início de formação do paladar da criança. É altíssima a frequência de crianças que, por receberem açúcar precocemente, tem o seu paladar modificado, ficando muito mais seletivas com relação aos alimentos que consomem e perdendo completamente o interesse em frutas e verduras.

Vamos combinar que um chocolate é bem mais atrativo que uma maçã, não é? 😉

E junto com essa predileção por doces vem um pacote: baixa ingestão de alimentos nutritivos com quadro de deficiência de nutrientes (a anemia é uma das mais comuns), obesidade infantil, diabetes, colesterol elevado, dentre outras.

“E não faz falta pra criança esse açúcar?”
Não! O açúcar faz parte do grupo dos carboidratos, que tem importante função na produção de energia. Porém encontramos muitas opções melhores que compõem esse grupo, com mais nutrientes e liberação gradual de açúcar, como: batata doce, aipim, mandioquinha, arroz, frutas, abóbora, cenoura, aveia e por aí vai.

“E a criança vai passar vontade, coitada?”
A criança não sofre se não come aquilo que não conhece!! A criança não sente necessidade de colocar “um pouquinho de açúcar porque a laranja tá meio ácida” se ela não conhece a laranja adocicada. Porém se você colocar em um dia, no dia seguinte ela vai estranhar o sabor azedinho.

Deu pra compreender? O paladar dela é moldável e quanto mais ofertamos o alimento em sua forma natural e usamos o doce naturalmente presente nas próprias frutas, mais natural vai ser pra ela comer o alimento dessa forma.

Fundamental também se você quer que o seu filho coma bem, é que você (e seu marido/esposa ou quem mais for cuidador) coma bem!

Tem uma frase ótima que vale para essa e outras situações da vida: “A palavra convence, mas o exemplo ARRASTA”. 😉

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