Cortisol = hormônio do estresse?

cortisol

Estamos acostumados a relacionar o hormônio cortisol como sendo o “hormônio do estresse”, mas o cortisol está muito além disso e em níveis adequados ele é fundamental para a sobrevivência humana!

No ciclo circadiano normal (saudável) temos pico de cortisol pela manhã, em volta das 06 às 08h sinalizando que está na hora de despertar. E ao longo do dia esses níveis vão caindo, chegando a níveis bem baixos em torno de 20 – 22h, sinalizando que é hora de dormir. Perfeito né?

Porém o que acontece na prática é que muitas vezes burlamos nosso ciclo circadiano normal!
À noite, quando deveríamos estar relaxando e nos preparando para dormir estamos tomando café para estudar ou trabalhar!
Com o aumento (forçado) de cortisol nesse horário, o sono acaba vindo bem mais tarde e no dia seguinte levantamos com níveis baixos desse hormônio, nos deixando daquele jeito que estamos acostumados: com sono e cansaço!

O desbalanço dos níveis de cortisol está associado a uma série de consequências, como: estresse, depressão, ansiedade, compulsão alimentar, inflamação, distúrbios gástricos e digestivos, baixa libido e obesidade!

O constante e excessivo estímulo da produção de cortisol (muito estresse – ritmo de vida sempre muito acelerado) pode levar ainda à outra grave consequência: a falência da adrenal, que é a glândula onde ocorre a produção desse hormônio. Nesses casos os níveis de cortisol ficam praticamente zerados o dia inteiro levando a uma fadiga (cansaço intenso) crônica, além de disbiose intestinal, ansiedade, depressão, obesidade, perda de memória e baixa imunidade.

Resumindo: controlar o estresse, aprender a lidar de maneira mais leve com os problemas, dormir bem e relaxar são FUNDAMENTAIS para a saúde e para qualquer objetivo que se tenha (seja emagrecimento/ganho de massa magra, etc).
Além das mudanças no estilo de vida, é possível auxiliar na modulação de cortisol através da suplementação de nutrientes e de fitoterápicos.
Converse com seu nutri e mude antes que a situação fique fora de controle!

Aveia: benefícios e diferenças

aveia

Meus pacientes sabem que gosto muito e sempre incentivo o consumo da aveia!

Sabia que a aveia é considerada um alimento funcional, pelos seus diversos benefícios à saúde?

Ela é fonte de fibras, com destaque para as betaglucanas, responsáveis pela maior parte dos seus benefícios.
Possui ação na digestão, tornando o esvaziamento gástrico mais lento e promovendo mais saciedade.
Essa fibra auxilia ainda na formação da massa fecal, auxiliando no bom funcionamento do intestino e mesmo prevenindo câncer de cólon.

Outras ações de destaque são a capacidade da aveia no controle glicêmico, auxiliando a prevenir e controlar diabetes, reduzir níveis de colesterol e prevenção de doenças cardiovasculares.

Seus níveis de vitaminas do complexo B, magnésio e silício ajudam ainda no fornecimento de energia, prevenção de depressão e traz benefícios estéticos, especialmente para pele e cabelos.

E qual a diferença entre os tipos de aveia❓

👉A diferença está no processamento.
A farinha de aveia é obtida da parte mais interna do grão, possuindo, assim, menos fibras e tendo um índice glicêmico maior.
Os flocos inteiros da aveia são prensados do grão inteiro, conservando seus nutrientes e tem nível intermediário de fibras.
O farelo de aveia, por sua vez, é a opção com maior concentração de fibras por usar a parte externa do grão.
A aveia é bastante versátil, podendo ser usada em cima de frutas, vitaminas, em bolos, biscoitos, mingau, etc.

E o glúten❓
A aveia naturalmente não tem glúten! Mas costuma sofrer contaminação cruzada na plantação ou no processamento pelo trigo. A quantidade de glúten é mínima, não justificando a sua exclusão, a não ser para quem é celíaco, sendo possível nesse caso optar pela versão sem glúten.

Cramberry x Infecções urinárias

cramberry

Cramberry é uma frutinha bastante utilizada nos Estados Unidos e Canadá mas que aos poucos temos visto e utilizado mais por aqui também.

Um dos benefícios mais estudados da cramberry é na prevenção de infecções urinárias, efeito esse atribuído à sua capacidade de formar uma espécie de biofilme de proteção na bexiga e uretra, impedindo a fixação de bactérias, especialmente a E. Coli, espécie responsável pela maior parte dos casos de infecção urinária.

Novos estudos tem identificado ainda efeito gástrico similar da cramberry, ajudando a impedir também a fixação da bactéria H. pylori no estômago e prevenindo úlceras.

Bom demais né! Mas vale lembrar que a cramberry não vai substituir o tratamento medicamentoso! Trate primeiro a H. pylori ou a infecção urinária com seu médico e depois converse com seu nutricionista sobre a melhor forma de uso da cramberry para que se impeça a recorrência do problema.

A cramberry é ainda rica em antocianinas, exercendo ação antioxidante com prevenção do envelhecimento precoce, de doenças cardiovasculares e também do Alzheimer.

No Brasil a encontramos especialmente nas formas desidratada (lojas de produtos naturais), como suco ou na forma de suplemento pronto ou manipulado.

Café faz bem ou faz mal?

café

E afinal: café faz bem ou faz mal??

Ouvi essa pergunta ainda essa semana… é uma dúvida bastante comum, já que há tantas informações e estudos controversos.
Na verdade o café pode ser bom ou ruim: vai depender de para quem estamos falando e qual quantidade se consome. Vamos entender um pouco mais?

O café é fonte de uma série de fitoquímicos e de substâncias antioxidantes que estão associados a muitos benefícios à saúde, com destaque:
– Aumento da disposição
– Redução da incidência de depressão e de casos de suicídio!
– Menos risco de se desenvolver Parkinson e Alzheimer
– Efeito termogênico e de estímulo da lipólise (quebra de gordura) quando utilizado no pré treino
– Redução no risco de desenvolvimento de Diabetes Mellitus
– Redução do risco de infarto

Mas para que tenhamos esses benefícios há um detalhe muito importante: a dose! Para a maioria das pessoas é benéfico consumir entre 2 a 4 xícaras de café por dia (xícara! Não aquela caneca imensa!).
Já ouviram falar que a diferença entre o remédio e o veneno está na dose? Pois é!

O excesso de café por outro lado, está associado a:
– Aumento da ansiedade e do estresse
– Insônia
– Agressão de mucosa gástrica e intestinal com maior incidência de gastrite, úlcera, azia e/ou diarreia
– Redução da calcificação óssea – osteopenia/osteoporose
– Aumento dos níveis de colesterol total e LDL
– Risco aumentado de infarto!

Outro detalhe: a forma de preparo do café!
O café coado, especialmente em filtro de papel, é a melhor opção.
Isso porque o café é rico em 2 substâncias, denominadas de Cafestol e Kahweol, cujo consumo está diretamente associado a aumento dos níveis de colesterol total, de LDL e consequentemente risco para doenças cardiovasculares.
O processo de filtrar no coador de papel reduz significativamente essas substâncias (que ficam retidas) enquanto que as demais formas de preparo (especialmente o café expresso!) as preservam.

E claro, não podia deixar de falar: exagerar no açúcar do cafezinho anula todo e qualquer benefício! Vá reduzindo aos poucos o açúcar ou adoçante do café para tentar consumí-lo o mais natural possível.
Uma estratégia que gosto bastante é associar canela ao pó do café! Melhora o sabor e reduz necessidade de adoçar. 😉