Hambúrguer de Lentilha

Já ouviu falar sobre a campanha segunda-feira sem carne?

Como vocês já devem ter percebido eu sou onívora, como um pouco de tudo e sou super defensora do equilíbrio.
Mas tenho tentado (ainda timidamente e inicialmente, confesso) aderir a essa campanha.

A produção de carne gera um dos sistemas mais nocivos aos nosso planeta: muito desmatamento, consumo elevado de grãos e de água, além de produção de gases.
Excluindo fontes animais da nossa dieta uma vez por semana não há prejuízo nutricional (existem várias substituições proteicas vegetais excelentes), você contribui para o planeta e experimenta novos sabores.
Que tal?

Uma ideia de preparação para substituir a carne sem sentir falta nenhuma é esse hambúrguer de lentilha. Fica uma delícia!

Hambúrguer de lentilha

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Ingredientes:
-1 xíc. de lentilha crua (deixar de molho em água por cerca de 12h e no dia seguinte desprezar essa água)
-1 xíc. de farinha de aveia (ou farinha de arroz para intolerantes a glúten)
-1 cebola grande
-2 dentes de alho
-1/2 pimentão (opcional)
-Sal a gosto
-Pimenta moída a gosto (opcional)
-Salsa a gosto (opcional)
-Azeite de oliva para untar

Preparo:
1- Em uma panela grande cozinhe a lentilha até ficar macia;
2- Escorra a água e transfira para um prato grande. Amasse com ajuda de um garfo, não precisa ficar homogêneo, pode deixar alguns grãos inteiros para dar textura ao hambúrguer;
3- Pique a cebola, alho e pimentão e doure no azeite;
4- Acrescente a lentilha amassada, salsa picada, sal, pimenta moída e farinha de aveia (ou outra farinha);
5- Modele os hambúrgueres no tamanho e espessura que quiser;
6- Aqueça um fio de azeite de oliva extra-virgem e grelhe os hambúrgueres nos dois lados até ficar dourado. Os hambúrgueres que você não for consumir congele sem grelhar.
– Renderam 6 hambúrgueres.

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Gorduras e seus benefícios

gorduras-boas

Quem me acompanha por aqui ou é meu paciente sabe que sempre estimulo o consumo (moderado – claro!) de fontes de gorduras boas.

Mas de um modo geral percebo que as pessoas ainda têm muito medo de gordura, focando nas frutas-saladas-carboidratos integrais-proteínas e praticamente excluindo as gorduras da dieta.

Queridos! Nós precisamos de fontes de gordura!

O nosso corpo utiliza as gorduras para formar as membranas de todas as nossas células, transportar as vitaminas A, D, E e K e produzir hormônios sexuais, como a testosterona – fundamental para a formação muscular, que consequentemente é fundamental para um bom metabolismo.
Além disso, algumas gorduras tem ação antiinflamatória, reduzindo a inflamação em nossas moléculas de gordura e consequentemente auxiliando no processo de emagrecimento.

Mas a questão é: que tipo de gordura consumir?

Para responder a essa questão vamos entender quais os tipos de gordura existentes.
As gorduras podem ser divididas em gorduras saturadas, monoinsaturadas, poliinsaturadas e trans:

Saturadas: Possuem duplas ligações entre seus átomos de carbono, formando estruturas menos flexíveis, sendo sólidas à temperatura ambiente.
Estão associadas a aumento de colesterol, cujo excesso pode levar à obstrução dos vasos sanguíneos.
Dentre os alimentos desse grupo, as gorduras do leite (nata, manteiga, queijo amarelo) e gorduras animais (gordura da carne, pele do frango) parecem estar mais associadas a riscos cardiovasculares que as gorduras do coco e do cacau – também saturadas.

Monoinsaturadas: possuem uma única ligação dupla de carbono em toda a sua molécula, sendo, portanto, mais flexíveis que as gorduras saturadas.
Azeite de oliva e abacate são fontes desse tipo de gordura. Seu consumo diminui a quantidade de colesterol no sangue, prevenindo as doenças cardíacas.

Poliinsaturadas: possuem mais de uma ligação dupla entre seus carbonos, sendo ainda mais flexíveis.
São ricos nesse tipo de gordura as nozes, castanhas, sementes de linhaça e peixes.
Este grupo de gorduras inclui as gorduras do tipo ômega 3 e ômega 6, cujo consumo é essencial, já que o nosso corpo não as produz, e que também auxiliam a reduzir os níveis de colesterol. As gorduras do tipo ômega 3 estão associadas ainda a melhora da cognição e da memória.

Trans: São originalmente poliinsaturadas, mas passam por hidrogenação artificial, tornando-se sólidas à temperatura ambiente.
São muito utilizadas em produtos alimentícios, como sorvetes, bolos prontos, bolachas recheadas, biscoitos água e sal, chocolates e pães.
Recomenda-se não ingerí-la pois elas aumentam ainda mais os níveis de colesterol do que as gorduras saturadas, são muito difíceis de serem eliminadas, além de não possuírem nenhuma função no organismo. Observe o rótulo dos alimentos: não deve constar na lista de ingredientes gordura vegetal ou gordura vegetal hidrogenada (sinônimos de gordura trans).

Quanto à quantidade converse com o seu nutricionista que irá ajustar de acordo com a sua necessidade. 😉

Açúcar vicia!

açúcar cocaína

Talvez você não saiba, mas o açúcar ativa as mesmas áreas cerebrais que a cocaína!
Inclusive um estudo com ratos testou ofertar cocaína ou água com açúcar a eles e pasmem: o açúcar promoveu maior vício (8x mais), com sintomas de dependência e crise de abstinência!

Talvez você esteja pensando: ah, eu não uso tanto açúcar assim! Um pouquinho no café, um docinho de vez em quando…

Será mesmo? O açúcar está bastante difundido nos produtos industrializados: refrigerantes, sucos, bolachas, pães (inclusive integrais!), molhos de tomate, barras de cereal, iogurtes e por aí vai… inclusive muitos produtos light/diet e com destaque para o seu baixo percentual de gordura ou baixo valor calórico estão abarrotados de açúcar.
Nos rótulos o açúcar pode aparecer com diferentes nomes, como por exemplo: açúcar, sacarose, açúcar invertido, maltodextrina, dextrose, xarope de milho, glicose e frutose.

E MUITOS problemas de saúde (como ovários policísticos, pré diabetes, diabetes), baixa disposição ou aquela gordurinha abdominal que insiste em não ir embora estão muitíssimo associadas a ele: o açúcar.

O que ocorre é que o açúcar em excesso ou sem estar associado a fontes de fibra tem uma absorção muito rápida em nosso corpo.

Com isso o hormônio insulina, responsável por colocar o açúcar do sangue dentro das células, também aumenta muito rápido, armazenando o açúcar na forma de gordura (sobretudo abdominal) e te deixando novamente com níveis baixos de açúcar no sangue.

O resultado? Vontade de comer doce novamente para ter disposição! Aí você acaba comendo novamente mesmo ou tenta resistir e fica com aquela preguiça!

Com o passar do tempo seu pâncreas não dá mais conta de produzir tanta insulina e você começa a ter mais acúmulo de açúcar no sangue, levando ao pré-diabetes e posteriormente ao diabetes. Esse quadro está associado ainda a processos inflamatórios relacionados a outras doenças, especialmente as cardiovasculares.

Pra quem tem essa dependência de açúcar (acreditem: eu já tive!) pode parecer muito difícil reverter isso. E muitas vezes pode ser um processo demorado mesmo… mas é totalmente possível e você ganha outra qualidade de vida!
O nosso paladar se adapta ao sabor menos doce e a dependência física vai reduzindo conforme reduzimos a oferta.

Tratamento nutricional com ajuste dietético, suplementação de nutrientes e recuperação intestinal auxiliam muitíssimo nesses casos.

Panqueca de banana e aveia

Panqueca super fácil de fazer e fica uma delícia! Pode ser uma boa opção para o seu café da manhã ou pré treino. 😉

panqueca de banana

Ingredientes:
– 1 banana madura amassada
– 1 colher de sopa de aveia (farelo ou flocos)
– 1 ovo caipira
– Canela à gosto (opcional)
– Óleo de coco para untar

Preparo:
Misture bem os ingredientes e leve para a frigideira untada com o óleo de coco até atingir o ponto.
Sirva com os acompanhamentos de sua preferência.
Dessa vez fui de banana, mel e oleaginosas.

Contagem de calorias: adianta?

corpo calculadora

Se sua dieta é baseada em somar calorias você já deve ter percebido: somente isso não adianta!

Isso porque o seu corpo não é máquina registradora! Ele não fica simplesmente somando aquilo que entra e reduzindo aquilo que gasta.

Seu corpo entende de NUTRIENTES! O que você ingere vai ser dividido em aminoácidos, vitaminas, minerais, etc e esses nutrientes serão utilizados para todas as funções do seu organismo, responsáveis pelo pleno funcionamento do seu metabolismo ou não e incluindo as reações responsáveis pelo acúmulo ou perda de gordura corporal.

Por isso: olhe menos o valor calórico do que você compra e olhe mais a lista de ingredientes! Saiba O QUE você está ingerindo.
São nutrientes? Ou compostos estranhos que irão te inflamar e que por seu corpo não reconhecer se acumularão em seus adipócitos e dificultarão sua quebra?

Mais comida de verdade sempre! 🙂

A busca pela perfeição: tem limite?

emagrecimento

Eu falo muito por aqui em emagrecimento, em controle alimentar, saúde… até porque esse é o meu trabalho e eu verdadeiramente acredito que a saúde é nosso bem mais precioso.

E devemos cuidar do nosso corpo? Claro! É nele em que moramos!

Mas até que ponto é saudável buscar a perfeição corporal?
Já atendi MUITOS casos de pessoas (mulheres: seja dita a verdade) com um abdome liso reclamando de uma pochete enorme, com peso saudável querendo ser mais magras, com celulites invisíveis para serem tratadas…

Será que quando você pensa que queria ser mais magra (ou mais sarada/mais forte) você está realmente olhando para você? Para o espelho?
Ou está olhando as “mulheres perfeitas” na tv, revistas ou Instagran?

Quer um conselho?

AME-SE em primeiro lugar!
Se cuide por VOCÊ! Pela sua SAÚDE!

Quer ficar mais bonita? Ok… mas não coloque sua expectativa de felicidade nisso. Busque motivos para ser feliz independentemente do número que aparece na sua balança.

Já vi muitos casos de pessoas que depositam sua felicidade nesse “corpo do futuro”. E quer saber? Muitas vezes a felicidade não vem junto com ele…

Que você seja a SUA melhor versão! Dentro do que é possível, do seu estilo, características e biotipo. 🙂

Um excelente final de semana queridos!

Açúcar de coco

açúcar de coco

Já falei várias vezes do coco e de seus sub-produtos por aqui (adoro mesmo!) e nunca falei do açúcar de coco… você conhece?

O açúcar de coco é obtido a partir do líquido das flores da palma de coco.

O sabor dele é bastante similar ao do açúcar mascavo mas com um leve toque caramelo.

A principal vantagem do açúcar de coco em relação à versão branca é o seu Índice Glicêmico (velocidade de liberação de açúcar e consequente liberação de insulina) bem mais baixo.
Pra se ter uma ideia: O IG do açúcar branco é de 68, enquanto que o do açúcar de coco é de 35.
E esse controle glicêmico é fundamental para quem busca controlar o peso, reduzir medida abdominal e controlar diabetes.

O açúcar de coco é ainda bem mais nutritivo que o branco e inclusive mais nutritivo que o mascavo! Possui níveis bem maiores de vitaminas B1, B2, B3 e B6, além de ferro, zinco, potássio, magnésio.

PORÉM moderação ok? Açúcar em excesso não é vantajoso nunca e se exagerar os efeitos ruins irão se sobrepor aos benefícios.

Dietas hiperproteicas: qual o risco?

No dia 29/07 estive no Programa Tudo+ da TVCOM falando sobre dietas hiperproteicas e seu risco para a saúde quando há excesso de fontes proteicas e restrição de outros alimentos.
Na entrevista trouxe outras dicas também, confere que está bem interessante. 😉